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ARTIGOS - TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

Christiane Serpa Paschoalino[1]

 

O Transtorno afetivo bipolar, ou transtorno bipolar do humor, é um quadro psiquiátrico de grande prevalência na comunidade em geral e na prática clínica, tendendo a afetar adultos de ambos os sexos, com início mais recorrente na juventude.

Mania e depressão são vistas como síndromes clínicas de polaridades opostas e devem ser diferenciadas dos sentimentos de tristeza e alegria, pois estes são respostas normais a determinadas situações de vida.

O indivíduo em fase de depressão costuma se apresentar apático, sem cuidado com a aparência, com precária higiene pessoal, sem interesse pelos acontecimentos que o cercam, com freqüente fadiga ou cansaço na realização de tarefas cotidianas. Sua concentração e memória podem estar reduzidas, auto-estima e autoconfiança ficam abaladas, podendo acarretar idéias de culpa, pessimismo e falta de perspectiva para o futuro o que pode levar a idéias e comportamentos suicidas.

O indivíduo em fase de mania apresenta características provenientes do humor elevado, apresentando-se agitado, falante, atento a tudo o que ocorre ao seu redor (hipervigilante) e sem concentração, costuma saltar de um assunto para outro, há aumento exagerado de sua auto-estima, apresentando idéias de grandeza.

Em quadros mais graves podem apresentar sintomas psicóticos, com idéias delirantes, alucinações auditivas, extrema agitação psicomotora, fuga de idéias tornando a comunicação incompreensível. Podem apresentar agressividade e irritabilidade.

O tratamento deve ser realizado através de medicação e psicoterapia. Normalmente, em fase de mania são utilizados estabilizadores do humor. O lítio é o medicamento que apresenta mais evidências, ao longo dos anos.

Diferentes modelos psicoterápicos têm sido propostos, tais como cognitivo-comportamental, psicodinâmica breve, psicoterapia em grupo entre outros. A psicoterapia nestes casos não tem uma função direta sobre a etiologia da doença, mas reduz as possibilidades de que fatores psicossociais desencadeiem novas fases e/ou crises, possibilitando a compreensão da doença e suas limitações.

 

 



[1]  Psicóloga Clínica da Abordagem Cognitivo – Comportamental.




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