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ARTIGOS - TRANSTORNOS DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

 

TRANSTORNOS DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

                  Christiane Serpa Paschoalino[1]                  

 

 Os Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA), tratam-se de uma doença que está sendo investigada pelos médicos.

Um dos principais motivos para os TDHA está ligado a produção de um neurotransmissor, a dopamina, substância que participa das transmissões de informações entre os neurônios. A dopamina é responsável pelo controle das emoções e também está ligada à atenção. Crianças que sofrem destes distúrbios apresentam menor quantidade de dopamina e, por isso, distraem-se com facilidade.

Um dos tratamentos utilizados é a base de cafeína, que atua como estimulante, favorecendo a produção de dopamina.

Existem várias causas possíveis para a ocorrência do TDHA, herança genética, influências do ambiente escolar, social e familiar, bem como alterações químicas no cérebro.

Os pais podem ajudar. A família não deve se culpar pelo problema nem comparar o filho com amigos ou irmãos mais comportados. Fixar uma rotina de horários também é importante.

As manifestações dos TDHA dividem-se em três grupos de crianças:

As desatentas, que parecem “viver no mundo da lua”. A criança deixa freqüentemente de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares. Não segue instruções e não termina deveres escolares e tarefas domésticas. Apresenta dificuldade em organizar tarefas e atividades. Reluta com freqüência envolver-se em tarefas que exijam esforço mental. Perde coisas necessárias para atividades (brinquedos, material escolar, objetos pessoais etc.). Distrai-se facilmente com estímulos alheios.

As impulsivas, crianças ditas “levadas da breca”. A criança costuma dar respostas antes das perguntas terem sido completadas. Apresenta dificuldade em aguardar sua vez. Interrompe ou intromete-se em assuntos alheios.

As hiperativas, bastante agitadas. A criança costuma agitar mãos e pés ou remexer-se nas cadeiras. Costuma abandonar seus assentos, principalmente em sala de aula. Apresenta dificuldade em brincar ou se envolver silenciosamente em situações de lazer. Fala demais e apresenta agitação contínua.

Para que seja diagnosticado o problema, os sintomas devem aparecer antes dos sete anos de idade e permanecer por pelo menos seis meses, repetindo-se em vários ambientes.

Caso perceba algumas destas características em seus filhos procure a ajuda de um profissional para que seja efetivado o diagnóstico, podendo assim tratar da doença através de psicoterapia e/ou medicamentos.       



[1] Psicóloga Clínica da Abordagem Cognitiva- Comportamental (CRP 62278/5).




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